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Pericardiocentese: Você está preparado?

Pericardiocentese: Você está preparado?

A pericardiocentese, apesar de se tratar de um procedimento simples, precisa ser realizado com bastante cautela para evitar complicações para o paciente. Sabemos também, que em muitas vezes nas emergências, a pericardiocentese acaba ficando na responsabilidade dos internos, ou seja, sua responsabilidade! Então saber os passos certinhos é fundamental para cumprir essa missão quando aparecer.

Por que eu faria Pericardiocentese?

Com a finalidade terapêutica, a indicação mais frequente é o famoso TAMPONAMENTO CARDÍACO.

Momento Extra!!

Não lembra de Tamponamento Cardíaco?? Então esse momento extra é para você!

Tamponamento cardíaco é o acúmulo de fluidos no pericárdio , exercendo extrema pressão sobre o coração. A pressão resultante impede a expansão completa dos ventrículos do coração e o funcionamento correto do coração. Quando isso acontece, o coração não consegue bombear sangue suficiente para o resto do seu corpo. E aí já sabe, né… deu ruim!

O tamponamento cardíaco é identificado pela clássica tríade de Beck!!!

Olha o que você encontra nessa tríade:

·Abafamento das bulhas cardíacas;

· Hipotensão arterial;

· Elevação da pressão venosa, causando turgência venosa, ahh por isso acontece a estase de jugular!!

Já entendi da importância, mas como faz a Pericardiocentese??

· ETAPA 1 . Monitorar os sinais vitais do doente e o ECG antes, durante e após o procedimento.

· ETAPA 2. Preparar cirurgicamente as regiões xifóidea e subxifóidea, se o tempo o permitir.

· ETAPA 3. Anestesiar o ponto de punção, se necessário.

· ETAPA 4. Adaptar uma seringa vazia de 60 mL a uma torneirinha de três vias e a um cateter agulhado de 15 em ou mais, calibre 16 a 18 G.

· ETAPA 5. Avaliar o doente para verificar se ocorreu algum deslocamento mediastinal, que pode ter causado um deslocamento significativo do coração.

· ETAPA 6. Puncionar a pele 1 a 2 em abaixo e à esquerda da junção xifocondral, com uma angulação de 45° em relação à pele.

· ETAPA 7. Avançar a agulha com cuidado, em sentido cranial, apontando-a para a ponta da escápula esquerda.

· ETAPA 8. Se a agulha avançar excessivamente para dentro do músculo ventricular, aparece no monitor do ECG um padrão conhecido como “corrente de lesão” (por exemplo, alterações muito acentuadas do segmento ST-T ou alargamento e aumento do complexo QRS). Esse padrão indica que a agulha de pericardiocentese deve ser recuada até que o traçado eletrocardiográfico prévio reapareça. Podem também ocorrer extrassístoles ventriculares, devidas à irritação do miocárdio.

· ETAPA 9. Quando a ponta da agulha penetrar no saco pericárdico cheio de sangue, retirar, tanto quanto possível, sangue incoagulável.

ETAPA 1 0.Durante a aspiração, o epicárdio reaproxima- se da superfície interna do pericárdio, assim como também da ponta da agulha. Subsequentemente pode reaparecer um padrão eletrocardiográfico de lesão. Isso indica que a agulha deve ser recuada um pouco. Se esse padrão de lesão persistir, retirar a agulha completamente

Pode ficar tranquilo!!!!! Você conseguiu!!Puxa esse fluido daí!

ATENÇÃO!! TENHA CERTEZA DE QUE VOCÊ NÃO FEZ UM PNEUMOTÓRAX!

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Thainá Lins

Referência: ATLS

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